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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013


 Asperger?!  O que é?

Experimente ver o mundo através dos olhos de uma criança com esta patologia



http://saude.sapo.pt/saude-em-familia/crianca-bebe/artigos-gerais/sindrome-de-asperger-na-infancia.html

Publicado por Paula Sofia  (Prfª Educação Especial)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A UNIÃO FAZ A FORÇA




A União faz a força…
Depois de ver uma reportagem, no site da revista Visão, pensei ser de grande pertinência e importância partilhá-la, por nos fazer pensar que muitas vezes não apoiamos, devidamente, aqueles que, por algum motivo, estão incapacitados ou ficam incapacitados. Numa altura em que todos achamos que o nosso tempo é curto, e demasiado precioso para perdermos qualquer segundo do mesmo, assistimos, na referida reportagem, a uma lição de vida dada por uma criança de apenas nove anos.
Essa criança proporciona ao irmão a possibilidade de participar em atividades que, à partida, estariam vedadas a crianças com paralisia cerebral. A união e o exemplo inspirador dos dois irmãos valeu-lhes a eleição como "crianças do ano", a nível desporto, pela revista americana Sports Illustrated. Em conjunto, em provas de triatlo, Connor Long, o irmão mais velho, puxa o irmão, Cayden, de sete anos, num carrinho, enquanto pedala, empurrando-o na parte de corrida. Esta participação não pode deixar de nos tocar. Podem ser os últimos a cortar a meta, mas não deixarão, indubitavelmente, de serem os mais aplaudidos…
Que cada um de nós faça por merecer aplausos tão merecidos como os desses meninos, com gestos diários, ainda que pequenos, que contribuam de algum modo para o conforto, realização e felicidade daqueles que tendo algum tipo de deficiência, limitativa da sua motricidade, independência e autonomia, precisam do outro para sorrir, para existir...

 Publicado por Maria José Oliveira


sábado, 19 de janeiro de 2013

AUTISMO



AUTISMO

"É hoje geralmente aceite que as perturbações incluídas no espectro do autismo, Perturbações Globais do Desenvolvimento nos sistemas de classificação correntes internacionais, são perturbações neuropsiquiátricas que apresentam uma grande variedade de expressões clínicas e resultam de disfunções do desenvolvimento do sistema nervoso central multifatoriais " (Descrição do Autismo, Autism-Europe, 2000).

O autismo é uma perturbação global do desenvolvimento infantil que se prolonga por toda a vida e evolui com a idade. O bebé com autismo apresenta determinadas características diferentes dos outros bebés da sua idade. Pode mostrar indiferença pelas pessoas e pelo ambiente, pode ter medo de objetos. Por vezes tem problemas de alimentação e de sono. Pode chorar muito sem razão aparente ou, pelo contrário, pode nunca chorar.

Quando começa a gatinhar pode fazer movimentos repetitivos (bater palmas, rodar objectos, mover a cabeça de um lado para o outro). Ao brincar, não utiliza o jogo social nem o jogo de faz de conta. Ou seja, não interage com os outros, pode não dar resposta aos desafios ou às brincadeiras que lhe fazem. Não utiliza os brinquedos na sua função própria. Um carro pode ser um instrumento de arremesso e não um carro para rodar no caminho. Uma boneca pode servir para desmanchar e partir mas não para embalar.

Dos 2 aos 5 anos de idade o comportamento autista tende a tornar-se mais óbvio. A criança não fala ou ao falar, utiliza a ecolália ou inverte os pronomes. Há crianças que falam corretamente mas não utilizam a linguagem na sua função comunicativa, continuando a mostrar problemas na interação social e nos interesses.


Os adolescentes juntam às características do autismo os problemas da adolescência. Podem melhorar as relações sociais e o comportamento ou, pelo contrário, podem voltar a fazer birras, mostrar auto-agressividade ou agressividade para com as outras pessoas.

Os adultos com autismo tendem a ficar mais estáveis se são mais competentes. Pelo contrário, os menos competentes, com QI baixo, continuam a mostrar características de autismo e não conseguem viver com independência.

As pessoas idosas com autismo têm os problemas de saúde das pessoas idosas acrescidos das dificuldades de os comunicarem. Os problemas de comportamento podem por isso sofrer um agravamento. Além disso, perdem muitas vezes o gosto pelo exercício físico e têm menor motivação para praticar desporto, o que não contribui para melhorar a sua qualidade de vida. Por outro lado, o seu comportamento pode tender a estabilizar-se com a idade.
















Características do autismo
Sempre existiram pessoas com autismo mas o autismo foi identificado cientificamente "Autistic Disturbances of Affective Contact" no qual descrevia o estudo de caso de 11 crianças com um síndro e pela primeira vez em 1943 por Leo Kanner, pedopsiquiatra austríaco radicado nos Estados Unidos da América que publicou um artigo ma ao qual ele dava o nome de Autismo (do grego autos que significa próprio). Justamente as características que ele definiu para as crianças desse grupo eram:
  • Um profundo afastamento autista
  • Um desejo autista pela conservação da semelhança
  • Uma boa capacidade de memorização mecânica
  • Expressão inteligente e ausente
  • Mutismo ou linguagem sem intenção comunicativa efetiva
  • Hipersensibilidade aos estímulos
  • Relação estranha e obsessiva com objetos
Mais tarde, a partir de posteriores estudos, mencionou a ecolália, "fala de papagaio", linguagem extremamente literal, uso estranho da negativa, inversão pronominal e outras perturbações da linguagem (Kanner, J.,1946)


In  FDPA ( Federação Portuguesa de Autismo)
Publicado por Paula Sofia



domingo, 2 de dezembro de 2012

3 DE DEZEMBRO- DIA INTERNACIONAL DA DEFICIÊNCIA

Dia Internacional do Cidadão Portador de Deficiência, no dia 3 de Dezembro Um dia tão simbólico como este não pode passar em branco, é demasiado importante para ser apenas mais um dia…. A escola e os cidadãos, de uma forma global, têm demonstrado, felizmente, cada vez mais sensibilidade e uma preocupação séria e profícua em relação a todos aqueles que num determinado momento da vida ficam com algum tipo de incapacidade ou desde a sua nascença sentem essa dificuldade. Será de extrema importância, ainda assim, desenvolver-se um trabalho mais profundo de sensibilização para a necessidade de se olhar ainda de uma forma mais consciente e realista para as crianças/ adultos com algum tipo de deficiência. E um facto inegável, e contra factos não há argumentos, é que muitas dessas crianças/ adultos conseguiram voar muito longe, percorrendo caminhos que à partida eram considerados inatingíveis. Porém, as palavras, ainda que motivadoras, válidas e sentidas, não bastam, é preciso a ação, passar-se da teoria à prática, é preciso a coragem para enfrentar com seriedade a dura realidade que muitos dos portadores de deficiência vivem diariamente… Se cada um de nós der um passo válido em prol dos portadores de deficiência, de acordo com as possibilidades e responsabilidades, por pouco que possa parecer será certamente mais um degrau subido na escada da verdadeira inclusão. Que este dia propicie a reflexão e potencie a ação!


Por Maria José Oliveira

(Professora Educação Especial do Agrupamento Gil Paes)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

birras e autismo











BIRRAS E CRISES NO AUTISMO

Li este artigo e achei tão interessante que resolvi partilhar aqui. Explica muito bem as crises que são tão confundidas com birras e nos ajudam(pais e professores) a diferencia-las para podermos lidar melhor com estas crianças.
Testemunho da mãe:
…”O André já passou - e ainda passa- por isso. Com o tempo aprendemos a diferenciar crises de birras, e como lidar com elas. Sabemos por exemplo, que ele fica muito frustrado quando diz (fala) algo e a outra pessoa não o entende. Mas é muito difícil para quem não nos conhece ou conhece seu problema diferenciar ou entender. Já me apercebi de muita gente olhando feio, achando que ele é mimado e birrento, ou mal-educado. Já respondi grosseiramente, que ele é mais educado que muitas crianças neurotípicas que dão birra por realmente serem mimadas. O que essas pessoas não têm é senso de perguntar se algo está errado, antes de julgar. Não tem como eu viver explicando que são crises devido ao problema que ele tem, por isso, na maioria das vezes eu prefiro ignorar. Só explico mesmo para aqueles que interessa, e que se interessam pelo bem estar dele. O resto é o resto, infelizmente. Pois se as pessoas realmente parassem para observar e perguntar, e conhecê-lo, veriam que com autismo e tudo, ele ainda é muito mais meigo e educado que um monte de crianças ditas normais. Vamos ao texto, que é muito interessante mesmo.”
AUTISMO E CRISES: Muitas vezes andam de mãos dadas...Quase todos os pais de crianças neurotipicas ou autistas são obrigados a lidar com uma birra em algum momento, mas as birras das crianças autistas são geralmente muito mais graves do que as  birras" normais", por isso são chamadas de Colapsos (Meldowns)...

Bem, para se gerir os "meltdowns" (Colapsos) nestas crianças, é importante entender as causas que estão por detrás delas. Embora cada criança seja diferente, as mesmas questões básicas desencadeiam a maioria das crises em crianças com autismo.



Fazer a ligação entre birras e Autismo
As crianças muitas vezes têm acessos de raiva quando estão excessivamente cansados, irritados ou aborrecidos. Nestes, os acessos de raiva são geralmente ligeiros e cessa quando a criança percebe que o pai ou a mãe não estão a prestar atenção. 
Já em crianças autistas, acessos de raiva podem aumentar e tornar-se violentos. Crianças com autismo podem não compreender ou lembrar porque eles estão aborrecidos, e os "colapsos" não aliviam ou param quando ignorados. Estas crianças experimentam uma maior perda de controle do que as outras crianças.

A interrupção da rotina
Mesmo  pequenas mudanças na rotina podem desencadear crises e colapsos em crianças autistas. Rotinas e horários permitem que eles possam sentir-se seguros e no controle do seu ambiente. Saber que, por exemplo, à hora do lanche sempre se segue uma soneca, ou que a terapia ocorre todas as tardes antes do jantar, reduz a ansiedade e proporciona conforto.

Superestimulação e sobrecarga sensorial
Muitas crianças com autismo ficam mais estimuladas por barulho ou atividade no meio ambiente . As crianças autistas são mais propensas do que outras crianças a sofrer de distúrbios de integração sensorial que aumentam a sua sensibilidade à luz, barulho,cheiro ou certas texturas. Estímulos ambientais, tais como publicidades luminosas, luzes que piscam na televisão, salas superaquecidas, tapete áspero, ou cães a ladrar, tudo pode causar um colapso.

Dificuldades Frustração e Comunicação
As crianças autistas têm dificuldade para compreender as direções, e em expressar os seus pensamentos e sentimentos, e a formação de conexões entre as palavras e seus significados. 
Devido à sua incapacidade de se comunicar, essas crianças são facilmente frustrados e mais propensas a colapsos e fúrias.

Questionar o seu filho para determinar a fonte de sua frustração é geralmente uma má ideia, enquanto ele está  passando por um colapso. Você provavelmente aumentará sua frustração e fazer com que o colapso se intensifique ainda mais...

Gestão dos colapsos, em crianças autistas
Como as crianças autistas têm acessos de raiva por razões diferentes das outras crianças, e porque eles são incapazes de se expressar claramente, a gestão dos seus colapsos pode ser difícil. As crianças autistas raramente usarão as birras  para manipular os adultos ou provocar uma resposta emocional das pessoas, o que torna a punição uma estratégia ineficaz. 

A prevenção dos colapsos é muito importante, pois tentar pará-los, uma vez que começam, é quase impossível. 
Colapsos autistas podem piorar rapidamente de violentos a raivosos e perigosos. 



Atenha-se a um rigoroso calendário
Uma das maneiras mais fáceis para garantir a ausência de colapsos é criar uma rotina. Antes de começar, você deve passar alguns dias a observar o  seu filho e as  suas preferências. Se o seu filho acorda sempre à mesma hora todas as manhãs, ou torna-se cansado, à mesma hora todas as noites, deve registar essas informações e usá-las como base para o resto da sua programação. Depois de ter estabelecido uma rotina em sua casa, seu filho autista provavelmente vai-se sentir mais confortável e seguro, e os acessos de raiva deverão tornar-se cada vez menos frequentes.

Reduzir a Estimulação ambiental
Se o seu filho reage negativamente a ruídos altos, luzes brilhantes, ou temperaturas quentes, considere fazer algumas mudanças no ambiente para reduzir esses “gatilhos”. Criar um espaço calmo em casa  para o seu filho ir quando ele se sentir mais estimulado ou frustrado, e fazer um esforço para reduzir o nível de atividade geral dentro de casa durante as horas que o seu filho está em casa e acordado, é uma medida acertada. O silêncio, a música calma, ou o som de aquarios de peixes suaviza algumas crianças autistas. Pode levar algum tempo para determinar o que funciona melhor para seu filho em específico, por isso não desanime se suas primeiras tentativas falham.

Redirecionamento e Distração
Quando você sentir que um  colapso está iminente, pode ser possível redirecionar a atenção da criança para evitar uma crise e colapso nervoso. Distraia o seu filho, desviando sua atenção para uma atividade calma, ou introduza um objeto de conforto para acalmá-lo. Se o seu filho quer ser deixado sozinho, faça o que ele quer e saia da sala. No entanto, fique dentro do alcance de audição, no caso de ele precisar de si ou perder o controle e se colocar em perigo. Muitas vezes, uma mudança de ambiente é suficiente para prevenir que uma crise ocorra.

Mantendo o seu filho autista em segurança
A segurança deve ser sua principal preocupação na gestão de colapso no autismo. As crianças autistas podem perder o controle emocional e físico rapidamente, o que pode levar a mobília partida em pedaços. Se acredita que o colapso vai ter essas dimensões, é importante  levar o seu filho para um local mais seguro e remover quaisquer perigos no ambiente imediato. Se o seu filho autista se torna uma ameaça para si mesmo ou aos outros, é importante procurar ajuda externa.
Deverá desenvolver um plano de emergência de segurança com o médico do seu filho ou terapeuta, e colocar esse plano em ação antes que a criança se magoe. Consultar o médico do seu filho se as crises parecem estar a piorar em frequência ou intensidade, pois podem causar enxaquecas, distúrbios convulsivos….Com algum tempo e esforço, é possível compreender e controlar os colapsos do seu filho.

FONTE: 


Publicado por Paula Sofia